quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Momentos Kodak navalistas 2010

Fiquem com os momentos registados deste passado ano, momentos que vale a pena reviver...
bom ano para todos, tirem um momento para reflectir soubre o ano que foi, e tentem fazer melhor para este que vem... á que ser sempre melhor!!
abraços a todos, e abracem aqueles que importam :)



























quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

História do Judo na Madeira e no Naval (Versão Carlos Pereira)

Conforme pedido pela Sandra Godinho decidi dar o meu contributo com a partilha de algumas das memórias que tenho destes ultimos 16 anos passados com o emblema do clube ao peito, entretanto entusiasmei-me com o que foi escrevendo e saiu um livro.
Gostava de partilhar com os interessados algumas memórias e opiniões sobre aquilo que vivi todos estes anos no clube, é uma leitura extensa por isso se calhar muitos não terão interesse em ler mas de qualquer forma aqui vai:

Com a honrosa prestação de Paula Saldanha nos Jogos Olimpicos de Barcelona em 92 (7º lugar) o Judo na Madeira teve um "boom" no numero de atletas federados, até aí o Judo Regional tinha passado por fazes em que se pensou que a modalidade ia se extinguir na Madeira, houve um ano em que apenas haviam 6 atletas federados pela AJRAM.
O Clube que tirou mais beneficios da publicidade criada em torno de Paula Saldanha foi o Clube Naval do Funchal por razões obvias, fazendo a atleta parte dos quadros do clube o nome Clube Naval do Funchal era muitas vezes falado na comunicação social e sempre associado aos grandes feitos da Judoca Paula Saldanha, então em meados dos anos 90 o Naval ultrapassa Sporting Clube da Madeira e o Grupo Desportivo do Estreito passando a ser o clube com maior numero de federados da AJRAM.
Nesses anos 90 a competição Regional era levada bem a sério, havia uma grande rivalidade entre os 3 clubes existentes na região e havia muita emoção nas poucas competições disputadas pelos atletas, nessa altura eram disputadas apenas 3 a 4 competições regionais por ano e os atletas tinham uma unica oportunidade por ano de participar em provas nacionais, como é natural o nivel dos judocas madeirenses não era muito elevado, a modalidade dava os seus primeiros passos, haviam poucas competições e os madeirenses estavam quase arredados da realidade nacional do Judo, mas como diz o povo "em terra de cegos quem tem um olho é rei", e os atletas mais novos olhavam para os mais velhos como se de autenticos herois se tratassem, isso levava a uma emoção extra nas competições, os atletas mais jovens enchiam o ginásio dos bombeiros Municipais do Funchal para assistir às provas dos mais velhos sonhando um dia vir a ser como alguns deles.
Entretanto mudam-se os filiados madeirenses na FPJ passando os clubes regionais a serem o Clube Naval do Funchal, Club Sports Madeira e o Lobo Gym, e surge a ideia de criar a liga regional de equipas, os primeiros anos da Liga foram sem margem para duvidas um marco histórico no Judo Regional, em prova estavam equipas a representar cada um dos 3 clubes e há volta do tapete estavam todos os atletas mais jovens a incentivar os mais velhos, haviam até claques organizadas, o Ginásio dos Bombeiros Municipais rebentava pelas custuras com tanta gente a querer ver os encontros, não haviam mão a medir era ver toda a gente a lutar por um bom sitio para assistir aos combates, as equipas alinhavam e o barulho tornava-se ensurdecedor, o ambiente no interior do pequeno espaço era fantástico e os atletas navalenses mais jovens festejavam efusivamente as vitórias do seu clube que sempre demonstrou um claro dominio nessa Liga Regional, a equipa composta por atletas que pese embora nunca tenham na sua maioria sido atletas com resultados de relevo fora da região são necessariamente nomes que marcaram o Judo do Clube Naval e da Madeira, José Belim, Miguel Cró, Manuel Saldanha, Marco Carvalho e Robert Wintje eram aqueles para quem os mais novos olhavam e queriam um dia ser.
Mas notou-se que havia um grande desnivel entre o que se passava na Madeira e aquilo que se passava no resto do País, nas poucas participações nacionais notava-se que os atletas regionais não tinham a minima hipotese de lutar de igual para igual com a maioria dos atletas nacionais e começou-se a fazer a aposta no desenvolvimento do Judo na Madeira por forma a se equiparar às restantes regiões de Portugal, o Naval foi claramente o clube que desde sempre esteve um passo à frente dos restantes e começaram a aparecer alguns atletas com resultados a nivel Nacional, Marco Carvalho, Pedro Olim, Joana Olim, Vitor Malho, Joaquim Justino e Tomás Freitas foram os primeiros nomes madeirenses a ser reconhecidos a nivel nacional.
Com as chegadas de Sandra Godinho e posteriormente Cesar Nicola aos quadros do Clube Naval, o nivel dos atletas teve um crescimento assentuado e tem assim se mantido, hoje o Naval tem sempre candidatos às medalhas em todas as provas em que participa, à 10 anos atrás qualquer atleta que tivesse no sorteio um adversário madeirense contava com uma vitória quase garantida, hoje em dia os atletas do Naval são olhados com respeito por via dos resultados alcançados nos últimos anos, com um corpo técnico de grande nivel as gerações mais recentes de judocas navalistas tem tido consistencia de resultados a nivel nacional e alguns resultados de relevo a nivel internacional. Este trabalho desenvolvido pelo Clube Naval fez com que o clube se destacasse dos restantes clubes regionais colocando-os a uma grande distancia, e se hoje em dia temos um Naval entre os grandes do Judo nacional temos como contrapartida uma certa degradação do judo a nivel regional, as provas perderam a emoção de outrora, já não existem equipas dos outros clubes, as provas são participadas quase a cem por cento por atletas do nosso clube, os mais jovens já não alto para os mais velhos como os atletas que aspiram a ser pois não os têm como uma referência competitiva pois muito raramente os podem ver combater, é triste ver que agora que temos pavilhões com outras condições estes estão sempre despidos de público.
A hegemonia dos resultados do Clube Naval a um nivel superior fez claramente com que houvesse um decréscimo da competição regional, mas nós lutamos para evoluirmos sempre mais, não estamos nunca satisfeitos com os resultados que conquistamos, lutamos para nos tornarmos cada vez mais numa potência a nivel nacional, perseguimos o sonho de sermos o amior clube do país e colocarmos atletas nos grandes eventos internacionais, é isso que nos move, é isso que nos faz suar o kimono dia após dia, é nosso espirito de camaradagem e alegria de ver o nosso colega triunfar que nos faz sentir que o Judo do Naval é uma familia, é o saber que cada triunfo de um qualquer nosso Judoca em qualquer prova é sempre um pouco nosso, em cerca de 20 anos de História crescemos muito, mas o nosso crescimento não fica por aqui... estmos aqui para continuar a crescer e a trazer cada vez mais alegrias para a nossa modalidade e para o nosso clube.

P.S: Peço desculpa por eventuais erros de português e /ou escrita...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eleições antecipadas na AJRAM

A actual direcção da Associação de judo da Madeira foi dissolvida ontem em Assembleia Geral após demissão de 4 dos seus 5 elementos, pelo que estão convocadas eleições antecipadas para dia 27 de janeiro de 2011.
Já diz o ditado ano novo vida nova e na minha opinião o Judo Regional bem precisa de vida nova, precisa desangue novo e de alguém com vontade de encabeçar um projecto e que lute pelos interesses da modalidade.
Embora neste blogue tenha sido demonstrado várias vezes o desagrado com a direcção da AJRAM não deixa de ser uma surpresa esta demissão massiva, que pode ser encarada também como um acto de cobardia, mas dos fracos não reza história e finalmente as pessoas admitiram a sua vontade de estar à frente do Judo Regional que como já muitos tinham visto era muito pouca ou quase nenhuma.
Infelizmente a demissão vem fazer com que seja preciso sprintar para encontrar soluções uma vez que as listas candidatas terão de ser apresentadas até dia 20 de Janeiro, o que com o periodo de Natal pelo meio não deixa muito tempo para a formação de listas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Campeonato Nacional de Séniores 2010 - Resultados

Haviam grandes expectativas para os resultados nesta que é a mais importante prova do calendário Nacional do judo. Os resultados ficaram aquém do esperado tendo o clube apenas conquistado uma medalha de Prata e um 7º lugar entre os 7 atletas que participaram na prova(o leque de atletas ficou reduzido pois os dois representantes que vinham de Inglaterra não conseguiram viajar até Lisboa devido ao mau tempo que se tem feito sentir na Europa).
Na parte da manhã de Domingo entraram em cena dois navalenses, Andrei Veste e Inês Lopes. Na categoria de -48kg Inês Lopes ficou muito aquém do esperado vencendo apenas um dos quatro combates que disputou acabando por não se classificar, por sua vez Andrei veste esteve brilhante, após passar a primeira ronda venceu categoricamente dois combates por Ippon chegando à meia-final onde disputou um combate interessantissimo contra Jorge Fernandes do Judo Clube Coimbra, o combate acabou empatado e coube aos juizes decidirem qual o vencedor do combate e a decisão foi unânime para o Lado do noso atleta, na finalAndrei Veste enfrentou André Alves do Sport Algés e Dafundo o atleta mais cotado da categoria recentemente medalha de Bronze nos europeus de sub 23, o combate foi muito equilibrado e tático acabando a vitória por sorrir ao atleta do Algés.
Na parte da tarde entrarão em acção os restantes 5 atletas do clube e foi de facto uma tarde para esquecer, em -66kg Carlos Pereira saiu derrotado logo ao primeiro combate enquanto Luis Brito em -81Kg perdeu o primeiro combate acabando por ser repescado e voltar a perder.
A categoria de -52Kg tinha entre as 8 atletas em prova 2 do Clube Naval, dividida a competição entre 2 poules de 4 atletas as Navalenses venceram um combate e perderam dois ficando em 3º lugar do sue grupo não conseguindo a passagem às meias-finais, no entanto fica o registo dos bons combates feitos tanto por Mariana Gonçalves como por Diana Gouveia.
Finalmente em -63Kg Débora Gouveia foi 7ª classificada ficando um pouco aquem das expectativas, após perder o primeiro combate venceu o primeiro combate da repescagem, e no segundo combate da repescagem acabou por sair derrotada num combate em que tinha pleno dominio, mas a este nivel os erros pagam-se caro e acabou por ser surpreendida pela sua adversário ficando arredada da luta pelo Bronze.
Parabéns ao Andrei Veste esta medalha é o melhor reconhecimento que poderia ser dado a todo o trabalho que tem desenvolvido e mesmo após um ano terrivel em que passou por uma cirurgia ao joelho mostrou muita vontade e dedicação culminando todo o esforço com este resultado brilhante.
Os outros que vão ganhando os prémios nas galas que nós vamos continuando a ganhar os prémios no tapete não há melhor reconhecimento que uma medalha numa prova como esta, o reconhecimento foi dado pessoalmente logo após aprova pelo seleccionador Nacional Michel Almeida que o convocou para uma prova em Espanha já no próximo fim de semana.